Naquele dia eu estava tentando relembrar de toda uma vida rasgada pelos mesmos ventos e chuvas que derrubam tantas folhas secas perdidas de qualquer árvore que já tenha passado por uns sessenta outonos. Não que a minha vida fosse tão despretensiosa, ou que eu me desfizesse de tantos valores envelhecidos, mas mais pelo erro de como teria sido conduzida por uma sociedade mal planejada e imatura e tantos valores tivesse.
Naquele momento eu ia caminhando distraidamente, e reconhecendo o local através de uma trilha desconhecida, estreita e de piso de terra, margeada nos dois lados pelas plantinhas que se chamam “maria sem vergonha” que nunca soube definir se este nome é dado pela simplicidade de sua beleza ou se porque se reproduzem muito. Um nome tão simples, mas que sempre me cativei por ele, ainda mais naquele local bucólico e lindo por sua natureza...

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